O Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança, Daniel Chapo, apelou esta segunda-feira ao reforço do combate à corrupção e à criminalidade no seio da Polícia da República de Moçambique, defendendo a responsabilização rigorosa de agentes envolvidos em actos ilícitos.
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O pronunciamento foi feito em Maputo, durante a cerimónia comemorativa do 51.º aniversário da corporação policial.
Na sua intervenção, Daniel Chapo classificou a corrupção como um “cancro” que afecta a sociedade moçambicana há vários anos, considerando urgente o desencadeamento de uma “campanha forte de purificação” no interior da polícia.
O Chefe do Estado sublinhou que o combate à corrupção nas instituições públicas constitui uma condição essencial para restaurar a confiança dos cidadãos nas autoridades e fortalecer o Estado de Direito.
Durante o discurso, o Presidente destacou igualmente o papel desempenhado pela PRM na manutenção da ordem pública, prevenção e combate à criminalidade, segurança rodoviária e operações contra o terrorismo, sobretudo nas zonas afectadas pela insurgência armada em Cabo Delgado.
Daniel Chapo reconheceu ainda o envolvimento da corporação em acções de protecção e salvamento durante situações de emergência, incluindo cheias, inundações e ciclones que têm afectado diferentes regiões do país.
O estadista moçambicano apelou igualmente à continuidade do combate aos raptos, fenómeno que continua a preocupar sectores empresariais e a sociedade em geral, manifestando também inquietação face a actos de desobediência à autoridade do Estado registados em alguns pontos do território nacional.
Na ocasião, o Presidente defendeu a construção de uma polícia mais profissional, moderna, disciplinada e próxima dos cidadãos, assegurando que o Governo continuará a investir na formação técnica, apetrechamento e melhoria das condições de trabalho dos agentes da corporação.
As declarações de Daniel Chapo surgem numa altura em que persistem críticas públicas relacionadas com alegados casos de corrupção, abuso de poder e envolvimento de membros das forças de segurança em actividades ilícitas, factores que continuam a alimentar debates sobre a necessidade de reformas profundas nos órgãos de aplicação da lei em Moçambique.
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