Senadora australiana suspensa por usar burca no Parlamento e causa polémica

A senadora Pauline Hanson, líder do partido de extrema-direita One Nation, foi suspensa por 7 dias do Senado australiano após ter usado uma burca no Parlamento. A ação foi uma provocação para pressionar a aprovação de uma lei que proíbe o uso da burca em espaços públicos.

Hanson, que não é muçulmana, já tinha feito o mesmo em 2017, mas desta vez a reacção foi mais forte. Outros parlamentares gritaram “vergonha!” e classificaram o ato como um insulto à fé muçulmana, praticada por quase um milhão de australianos.

O Senado suspendeu a sessão depois que a senadora se recusou a tirar a burca ou sair da sala. A proposta de lei para banir a burca não foi votada.

A ministra Penny Wong chamou a manobra de “imatura e vergonhosa”. Já a senadora muçulmana Mehreen Faruqi denunciou o racismo que ainda persiste no Parlamento australiano.

Hanson acusou os seus colegas de hipocrisia e prometeu que os seus eleitores a vão julgar na próxima eleição.

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