A estreia da Cimeira de Líderes do G20 no continente africano, realizada no Sábado na capital económica sul-africana, ficou marcada pela forte presença de viaturas chinesas a fazer o vaivém entre o aeroporto, hotéis e locais do evento, conferindo um toque distintamente chinês ao encontro.
Fabricantes chineses forneceram centenas de viaturas para integrar a frota oficial da cimeira, com a Jetour a disponibilizar 70 unidades, o maior número entre as marcas chinesas. O acordo para o fornecimento dos veículos foi fechado em Fevereiro, através do Ministério das Relações Internacionais e Cooperação da África do Sul.
O Presidente da Jetour International, Ke Chuandeng, recordou que o Ministério aprovou rapidamente a parceria depois de analisar o modelo T2 SUV, que na altura ainda não estava no mercado. “Isto demonstra a confiança da África do Sul nas marcas automóveis chinesas e na capacidade dos nossos produtos,” afirmou Ke.

Nos últimos anos, os carros chineses tornaram-se presença habitual nas estradas sul-africanas, com marcas como a Jetour a conquistar compradores urbanos, sobretudo jovens. “Os fabricantes chineses estão a ganhar espaço na África do Sul porque combinam alta tecnologia, design moderno e preços competitivos, algo que as marcas tradicionais têm dificuldade em acompanhar,” disse Charmaine Spangenberg, jovem consumidora sul-africana.
A África do Sul, reconhecida como potência económica do continente, tem uma indústria automóvel consolidada e é frequentemente descrita como um país “assente sobre rodas”. Desde a entrada das marcas chinesas no mercado, há mais de uma década, uma dúzia delas já se estabeleceu e regista vendas consistentes.

Segundo a Associação Nacional de Fabricantes de Automóveis da África do Sul, o mercado automóvel continuou a crescer em 2024, com vendas de 515.800 viaturas novas, um aumento de 5,6 por cento face a 2023. As marcas chinesas mantiveram o forte ritmo de expansão, representando 12,8 por cento do total.
Marly Vivier, jovem sul-africana que já foi proprietária de uma viatura chinesa, afirmou que sempre considerou estes modelos “estilosos e fiáveis”. Para ela, o avanço das marcas chinesas sobre as mais antigas é visível. “Acho mesmo que vão dominar, e eu gosto disso,” disse.

Como parte da frota oficial de escolta da Cimeira do G20, a Jetour colocou em operação o SUV T2, modelo que combina conforto e segurança, adequado às exigências de eventos diplomáticos de alto nível. Lançado na África do Sul em Outubro, o T2 vem equipado com assistência de condução L2, sistema de câmaras panorâmicas de 360 graus e um habitáculo espaçoso e silencioso, com bancos ergonómicos e sistema de entretenimento, garantindo uma viagem confortável às delegações.
A presença de viaturas chinesas na frota do G20 simboliza uma mudança na percepção internacional sobre os fabricantes da China, que deixam de ser vistos apenas como participantes de mercado para serem reconhecidos como parceiros fiáveis em eventos globais de grande escala.
“A Cimeira do G20 representa um vento favorável para as relações China-África do Sul. Para as marcas chinesas, o caminho para ampliar a influência passa por complementar as estratégias de venda com maior investimento local e integração comunitária,” explicou Spangenberg.
Ke afirmou que a Jetour se orgulha de integrar o grupo de fabricantes chineses que forneceu veículos para a Cimeira do G20. “Esperamos que esta colaboração dê ao mundo uma noção mais clara da nossa capa
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