A empresa Mitra Energy S.A., pertencente ao empresário Hipólito Michael Amad Ussene, filho da Presidente do Conselho Constitucional, Lúcia Ribeiro, veio a público refutar as acusações de desvio de 561 milhões de meticais alegadamente pagos pelo Estado em 2024.
Através de um comunicado de imprensa, a firma nega “de forma inequívoca” qualquer recebimento indevido, sublinhando que os montantes “resultam de obrigações legais reconhecidas pelo Governo no âmbito do Mecanismo de Compensação dos combustíveis entre 2021 e 2023, criado para conter o impacto da guerra na Ucrânia sobre a economia nacional”.
Segundo o documento, a Mitra Energy, “à semelhança de outras gasolineiras nacionais”, forneceu combustível a crédito ao Estado, mantendo os preços congelados e sacrificando margens comerciais “em nome da estabilidade económica do país”.
O Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) e a Direção Nacional de Hidrocarbonetos (DNHC), cita o texto, reconheceram formalmente a dívida e autorizaram o pagamento, incluindo juros de mora calculados à Taxa MIMO.
A empresa repudia também a tentativa de associar o nome de Cláudia Nyusi, filha do ex-Presidente Filipe Nyusi, ao caso, declarando que “nenhum membro dessa família alguma vez integrou a estrutura societária da Mitra Energy”.
As acusações surgiram em reportagens recentes que apontavam alegadas manobras de favorecimento entre filhos de figuras de topo do Estado.

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