A Federação de Desenvolvimento Empresarial de Moçambique (FDEM) expressou, nesta quinta-feira (13), em Maputo, profunda preocupação com os efeitos da paralisação das actividades mineiras na província de Manica, decisão tomada pelo Governo através do Decreto n.º 32/2025.
Jorge Chacate, Presidente da Mesa da Assembleia da FDEM, enfatizou a necessidade urgente de maior coordenação entre os actores do sector mineiro para assegurar práticas equilibradas e sustentáveis que garantam a continuidade e o futuro da mineração em Moçambique.
Chacate alertou que a suspensão prolongada das operações pode aumentar o desemprego e reduzir drasticamente as receitas fiscais do Estado, o que torna imprescindível uma retoma gradual e responsável das actividades mineiras.
Durante a reunião, a FDEM apresentou resultados de uma missão de avaliação realizada no terreno, que evidenciou os impactos socioeconómicos da paralisação. Com base nesses dados, a Federação propõe a concessão de um prazo de tolerância de seis meses para que as empresas regularizem as licenças de exploração, minimizando assim os efeitos negativos sobre a economia local e a manutenção dos empregos.
Com estas recomendações, a FDEM reafirma seu compromisso com um sector mineiro sustentável, inclusivo e alinhado com as metas de desenvolvimento económico e ambiental de Moçambique, reforçando o apelo para um diálogo construtivo entre Governo, empresas e comunidades.

0 Comentários
O que você achou desta matéria?