O Serviço de Investigação Criminal (SIC) de Angola, órgão do Ministério do Interior (MININT), realizou uma operação meticulosa que resultou na captura de uma rede de tráfico de drogas. A ação teve como palco o Aeroporto Internacional de Luanda, onde, após o desembarque de um voo vindo de São Paulo, foi detida uma mulher, identificada como Maria Afonso, suspeita de ser “mula” — transportadora de droga.
As autoridades, munidas de informações prévias, aguardaram discretamente a chegada da passageira, que correspondia ao perfil traçado. A escolha por uma vigilância silenciosa e prolongada permitiu que os agentes acompanhassem cada movimento da suspeita sem precipitar a ação, visando alcançar os responsáveis maiores da rede.
Ao sair do aeroporto, Maria Afonso solicitou um táxi para um destino identificado como "mar" e, durante o trajecto, fez contacto telefónico para coordenar a entrega da substância ilícita. Foi nesse momento que as equipas do SIC avançaram para a detenção do receptador e do suposto mandante, Rabid Mohamed, que aguardava a mercadoria.
O processo de detenção seguiu rigorosos protocolos de segurança, incluindo a retirada de objectos pessoais da detida para garantir a sua segurança e integridade durante o período de custódia. A operação simboliza o empenho do SIC na monitoria e controlo das rotas aéreas internacionais usadas para tráfico, enviando uma mensagem clara contra o crime organizado.
A estratégia que fez a diferença
A abordagem adoptada pelo SIC espelha uma táctica de inteligência que evita ações precipitadas. Ao permitir que a “mula” transitasse livremente por um período controlado, os agentes conseguiram captar o elo superior da cadeia criminosa, o verdadeiro objectivo da operação.
Este método lembra um fio de pesca invisível: a isca — neste caso, a passageira transportadora — foi deixada nadar, enquanto a linha foi cuidadosamente puxada no momento exacto para capturar o “pescador” — o mandante do crime.


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