Professores de sete escolas secundárias da cidade de Chimoio iniciaram, nesta segunda-feira, uma nova paralisação das aulas, em protesto contra o não pagamento de horas extraordinárias acumuladas há vários meses.
A greve, que envolve docentes das escolas Fepom, 7 de Abril, Sualpo, Eduardo Mondlane, Vila Nova, Mussarifo e Tembué, foi decidida após várias tentativas de diálogo com as autoridades provinciais, que, segundo os professores, não cumpriram o compromisso assumido anteriormente.
De acordo com os docentes, a governadora de Manica, Francisca Tomás, havia garantido que o pagamento das horas extras seria efectuado até 30 de Setembro. No entanto, a data passou sem qualquer pronunciamento oficial ou transferência dos valores em causa.
“Já tivemos várias negociações. A última foi com a senhora governadora, que prometeu que o pagamento seria feito até o dia 30. O dia passou, não houve satisfação, nenhuma resposta. Decidimos que, com o silêncio, talvez seja uma forma de mostrar que não há vontade de pagar as horas extras”, declarou um porta-voz dos professores.
Os docentes afirmam que a paralisação tem como objectivo pressionar o governo provincial a cumprir o prometido, e alertam que o movimento poderá prolongar-se até ao período dos exames, caso a situação não seja resolvida.
“Voltamos novamente agora para pressionar, e o tempo poderá alastrar-se até o período dos exames”, acrescentou a mesma fonte.
Com a greve em curso, centenas de alunos ficaram sem aulas nesta segunda-feira, o que gerou preocupação quanto à preparação para as provas finais.
“Pedimos que paguem aos professores, porque estamos a ser prejudicados. Não sabemos o que vamos fazer no dia do exame”, afirmou um dos estudantes afetados.
Até ao momento, as autoridades da província de Manica ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o caso. A paralisação atinge directamente sete escolas da cidade de Chimoio e poderá afectar o calendário lectivo caso se prolongue nas próximas semanas.

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