Cheias em Moçambique já causaram pelo menos 150 mortos, diz Sindicato Nacional de Jornalistas


O Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ) manifestou solidariedade para com as vítimas das cheias e inundações que assolam Moçambique nas últimas semanas, fenómeno que já provocou a morte de pelo menos uma centena e meia de pessoas e a destruição de infra-estruturas públicas e privadas em várias regiões do país.

Em comunicado de imprensa divulgado esta terça-feira, o SNJ refere que as cheias causaram danos significativos em estradas, pontes, escolas, unidades sanitárias, mercados, bem como em habitações, estabelecimentos comerciais, armazéns, fábricas e campos agrícolas, agravando as condições de vida de milhões de moçambicanos, sobretudo nas regiões Sul e Centro, as mais afectadas.


Jornalistas na linha da frente

O Secretariado Executivo do SNJ enaltece o trabalho desenvolvido pelos profissionais da comunicação social, sublinhando que muitos jornalistas têm estado na linha da frente a reportar o drama vivido pelas populações, frequentemente em condições adversas e de elevado risco.

A organização sindical estende igualmente a sua solidariedade aos membros do SNJ e respectivas famílias que foram directamente afectados pelas calamidades naturais em diferentes províncias do país.

Campanha de recolha de apoios

No mesmo documento, o SNJ apela aos seus Comités Locais e Secretariados Provinciais para intensificarem campanhas de recolha de donativos, incluindo géneros alimentícios não perecíveis, vestuário, calçado e material escolar, destinados às vítimas das cheias e inundações.

Segundo o comunicado, o Secretariado Executivo espera que, no prazo de dez dias a contar de 28 de Janeiro de 2026, os primeiros bens angariados sejam entregues às entidades competentes em cada província.

O comunicado foi emitido em Maputo, a 27 de Janeiro de 2026, numa altura em que o país continua sob ameaça de novas ocorrências de chuva intensa associadas à época chuvosa.

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