Chapo quer adaptar modelo chinês para combater pobreza rural em Moçambique


O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, declarou este domingo, na província chinesa de Qinghai, que Moçambique pretende adoptar experiências práticas da China no combate à pobreza rural, numa iniciativa que reforça a agenda governamental de desenvolvimento comunitário e geração de rendimento no campo.

Durante a visita a uma aldeia considerada modelo no programa chinês de alívio à pobreza, o Chefe de Estado afirmou que o país quer aprender com abordagens que combinam preservação cultural com inclusão económica, sublinhando o impacto directo dessas iniciativas nas comunidades locais.

Acompanhado por uma delegação de alto nível, Chapo destacou que ficou “muito impressionada também com a dança tradicional” e com o envolvimento das mulheres em actividades produtivas, referindo que os bordados ali produzidos “gera renda para elas; não só as ocupa, mas também gera renda”, apontando este modelo como exemplo de empoderamento económico.

No domínio da industrialização agrícola, o Presidente referiu-se à visita a uma unidade de produção de bebidas, afirmando que a comitiva aprendeu com a “fábrica de vinhos”, tendo em conta que Moçambique também produz cevada. No entanto, destacou que o diferencial observado reside na “qualidade, sobretudo a qualidade também das embalagens e a forma tradicional, o significado de cada vinho”, aspectos que considera replicáveis no contexto nacional.

A componente social da visita incluiu um momento de convívio com uma família local, onde o Chefe de Estado experimentou produtos da região, agradecendo pelo “leite muito saboroso e saudável” e pela hospitalidade. Na ocasião, reiterou que a deslocação à China visa a troca de experiências e a identificação de soluções aplicáveis à realidade moçambicana.

Daniel Chapo anunciou ainda que irá “agradecer também ao Presidente Xi Jinping por ter colocado no programa a visita a esta aldeia”, aproveitando para felicitar o líder chinês pelo “sucesso do programa de combate à pobreza”, que considera uma referência internacional.

Num tom de validação prática da sua agenda, o Presidente evocou um princípio local segundo o qual “não basta só ouvir, sentir, mas é preciso ver”, afirmando que a delegação constatou no terreno os resultados e que está “muito feliz” com as evidências observadas.

A visita enquadra-se no reforço da Parceria Estratégica Global entre Moçambique e a China, devendo prosseguir em Pequim, com o objectivo de transformar as experiências recolhidas em políticas concretas de desenvolvimento para as comunidades moçambicanas.

Fonte original: Gabinete de Imprensa da Presidência da República

Enviar um comentário

0 Comentários