Num movimento que expõe a fragilidade do equilíbrio global, o Irão anunciou a reabertura total do estratégico Estreito de Ormuz, provocando uma queda abrupta nos preços do petróleo e dando um alívio temporário aos mercados internacionais.
PETRÓLEO AFUNDA MAIS DE 10% EM HORAS
A reação foi imediata e violenta nos mercados:
- O Brent caiu mais de 10%, fixando-se nos 89 dólares por barril
- O West Texas Intermediate desceu mais de 11%, para cerca de 84 dólares
A razão é simples: o Estreito de Ormuz é uma das principais artérias do petróleo mundial. Qualquer bloqueio ali significa crise global. Qualquer abertura, como agora, traz alívio — ainda que temporário.
IRÃO ABRE PASSAGEM, MAS CONTROLA O JOGO
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, deixou claro que a navegação comercial está autorizada, mas sob coordenação das autoridades marítimas do país.
Traduzindo: o estreito está aberto, mas continua sob controlo total de Teerão.
Esta posição confirma o que analistas já vinham alertando — o Irão não abdica do seu poder estratégico sobre uma das rotas mais sensíveis do planeta.
TRUMP REAGE: “OBRIGADO!”
Do lado americano, a reação foi rápida. Donald Trump saudou publicamente a decisão iraniana, classificando a abertura como um passo positivo nas negociações.
Mas o tom triunfal contrasta com a realidade: o cessar-fogo continua frágil e altamente dependente de decisões unilaterais.
IRÃO ATACA ISRAEL E REESCREVE A NARRATIVA
Em paralelo, o presidente iraniano endureceu o discurso, afirmando que Israel foi “forçado” a aceitar um cessar-fogo no Líbano e acusando-o de não ter legitimidade para atacar o Hezbollah.
Teerão tenta assim reposicionar-se como ator dominante na região, ao mesmo tempo que rejeita qualquer intenção de desenvolver armas nucleares — uma afirmação recorrente, mas constantemente questionada no cenário internacional.
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