FOTOGRAFIA DEVE PRESERVAR MEMÓRIA E IDENTIDADE DE MOÇAMBIQUE
Nampula, 26 de Agosto de 2026 — O Gabinete de Informação (GABINFO) defende o reforço da fotografia como instrumento de preservação da memória, identidade, criatividade e cidadania em Moçambique.
A posição foi defendida esta quarta-feira, 19 de Agosto, em Maputo, pelo Director do GABINFO, Luís Canhemba, durante as celebrações do Dia Mundial da Fotografia.
A cerimónia culminou com a inauguração da exposição “Linhas do Tempo, Moçambique, 1885-2026” e o lançamento do concurso “Fotografar-te, Meu Bairro, Minha Cidade”.
Segundo Canhemba, as duas iniciativas contribuem para documentar diferentes realidades do país e preservar a memória colectiva.
“Estas duas iniciativas têm o mesmo propósito: valorizar a fotografia como um instrumento de memória, de identidade, de criatividade, mas também de cidadania”, afirmou.
O Director do GABINFO destacou igualmente o papel do Centro de Documentação e Formação Fotográfica (CDFF) na conservação e valorização do património fotográfico nacional.
Para Canhemba, a fotografia permite contar Moçambique através dos seus rostos, ruas, paisagens, trabalhadores, crianças e diferentes momentos da vida das comunidades.
Sobre o concurso, defendeu que os bairros devem ser valorizados como espaços de história e identidade, incentivando os cidadãos a registar, através da fotografia, as mudanças que ocorrem nas suas comunidades.
“Tirar uma fotografia pode levar, efectivamente, um segundo, mas fazer uma fotografia leva muito tempo”, observou.
No encerramento da cerimónia, Canhemba declarou oficialmente inaugurada a exposição e lançado o concurso, defendendo que Moçambique precisa de iniciativas que contribuam para documentar o presente e preservar a memória colectiva.
“Moçambique precisa deste tipo de iniciativa” para ser “visto hoje, contado amanhã e lembrado para sempre”, afirmou.
Fonte: Jornal Moçambique
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