A maior ponte-cais do mundo está a nascer em Moçambique — e quase ninguém está a falar disso 👀🇲🇿


Enquanto muitos discutem política e escândalos, há uma obra gigantesca a crescer, silenciosamente, na entrada da Baía de Maputo.

Estamos a falar da nova ponte-cais da Ilha de Inhaca.
São 936 metros de extensão. Quase um quilómetro dentro do mar.

Sim, leu bem: quase um quilómetro.

E segundo os promotores, trata-se da maior ponte-cais do género no mundo.


Mas afinal, o que está mesmo a ser construído?

A antiga infraestrutura tinha apenas 120 metros e estava degradada desde 2013. Era exclusivamente pedonal e já não respondia às necessidades da ilha.

Agora, a nova estrutura:

  • Permite circulação de veículos

  • Pode receber viaturas de emergência até 5 toneladas

  • Funciona em qualquer maré

  • Está projectada para durar 50 anos

A obra está a ser financiada maioritariamente pela Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC), concessionária do Porto de Maputo.

O investimento ronda os 13,5 milhões de dólares.


Por que isto interessa mais do que parece?

A Inhaca não é apenas um destino turístico de fim de semana.

É:

  • Um dos principais pontos turísticos da província

  • Centro relevante de investigação científica em biodiversidade

  • Casa de mais de seis mil residentes

  • Local estratégico à entrada da Baía de Maputo

Durante anos, a ligação foi frágil, irregular e dependente das condições do mar.

Com esta nova ponte, a logística muda. E quando a logística muda, a economia mexe.


Quem está por trás da obra?

A construção está a cargo da China Road and Bridge Corporation.

O contrato surge no âmbito da extensão da concessão portuária até 2058. Além disso, a MPDC integra esta ponte num pacote social de 15 milhões de dólares destinado a seis projectos comunitários.

Segundo dados oficiais, dezenas de trabalhadores moçambicanos já foram envolvidos na obra.


Turismo, comércio… ou estratégia maior?

É aqui que o assunto fica interessante.

Quando se investe numa infraestrutura desta dimensão, não se trata apenas de turismo.

Estamos a falar de:

  • Melhorias na cadeia de abastecimento

  • Aumento do fluxo comercial

  • Maior capacidade de atração de investimento

  • Valorização imobiliária da ilha

Pergunta legítima: a Inhaca pode estar a preparar-se para uma nova fase de desenvolvimento económico?


Conclusão direta

Num país onde muitas infraestruturas ficam pelo anúncio, esta obra já ultrapassou os 26% de execução e tem conclusão prevista para o primeiro trimestre de 2026.

É uma daquelas histórias que passam discretas… mas que, daqui a alguns anos, todos vão citar como ponto de viragem.

Enquanto isso, a ponte cresce. Metro a metro.
E Moçambique também.

Fique atento. Há movimentos estratégicos a acontecer longe dos holofotes.

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