Caso ocorreu numa agência do Capitec Bank, em KwaZulu-Natal, e gerou forte repercussão nas redes sociais
Um episódio chocante marcou a manhã de quarta-feira em Stanger, KwaDukuza, na província de KwaZulu-Natal, na África do Sul.
Uma família enlutada levou o corpo de um parente falecido até uma agência do Capitec Bank, alegadamente como “prova de óbito” para solicitar o pagamento de uma indemnização de seguro funeral.
O incidente obrigou ao encerramento temporário da agência, depois de funcionários e clientes reagirem com choque à cena.
Família alegou desespero
Segundo relatos locais, os familiares afirmaram que recorreram a essa medida extrema após enfrentarem dificuldades no processamento do pedido de indemnização.
Em vez de apresentarem a certidão de óbito emitida pelo Departamento de Assuntos Internos, optaram por levar o corpo, que apareceu envolto em plástico azul, diretamente ao banco.
Pouco depois, imagens e vídeos começaram a circular nas redes sociais. A divulgação provocou indignação e levantou debates sobre burocracia, pobreza e acesso a serviços financeiros.
Reacção do banco
Em comunicado oficial, o Capitec Bank lamentou o ocorrido e apresentou condolências à família.
“Estamos profundamente tristes com o incidente ocorrido em nossa agência de Stanger. Estendemos nossas sinceras condolências à família neste momento difícil e pedimos desculpas a todos os afetados.”
Além disso, o banco confirmou que está a colaborar com as autoridades competentes.
“Estamos em contato com as autoridades para garantir que todos os processos sejam seguidos com cuidado, dignidade e respeito.”
A instituição reforçou ainda que as apólices funerárias continuam válidas e que os pagamentos dependem da entrega da documentação exigida.
“Assim que recebemos toda a documentação correta, processamos os pagamentos o mais rápido possível.”
Caso semelhante já ocorreu
Este não é um episódio isolado. Em 2019, o portal sul-africano TimesLIVE noticiou um caso semelhante envolvendo a seguradora Old Mutual. Na ocasião, uma família também levou um corpo a uma agência após alegada recusa no pagamento do auxílio-funeral.
Posteriormente, a empresa informou que o valor havia sido pago.
Debate público
O novo caso reacendeu discussões sobre:
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Burocracia nos seguros funerários
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Acesso à documentação oficial
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Vulnerabilidade financeira de famílias enlutadas
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Limites éticos em situações de desespero
Enquanto isso, as autoridades sul-africanas analisam o ocorrido.
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2 Comentários
"Não sei dizer se nos outros países acontece, mas em Moçambique, alguns funcionários são arrogantes, agem de forma muito incomum, simplesmente alegam que a família matou por dinheiro e criam dificuldades, assim eles acabam fazendo esses actos. "
ResponderEliminarPorque o banco tem caixa de reclamações, você pode optar por essa via.
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