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O Governo da República Popular da China formalizou a entrega de uma doação no valor de 3.194.888 meticais ao Governo de Moçambique, destinada a reforçar a assistência às populações afetadas por eventos climáticos extremos e outras situações de vulnerabilidade. A cerimónia de receção foi dirigida pela Presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, que destacou a solidez da cooperação bilateral.
Durante o evento, Luísa Meque expressou o seu "sincero agradecimento por este gesto de solidariedade e amizade", sublinhando que o apoio surge num momento crucial de resposta às necessidades das populações afetadas.
A
dirigente recordou que a China tem sido um parceiro constante desde 2016, tendo
fornecido milhares de toneladas de arroz e infraestruturas, como pontes
flutuantes, ao longo dos anos. Apenas em 2024, Moçambique recebeu mais de 2.510
toneladas de arroz do país asiático.
Gestão dos Centros
de Acomodação e o Início do Ano Letivo
A par
da recepção do apoio financeiro, a Presidente do INGD abordou a situação actual
dos centros de acomodação, particularmente nas províncias de Gaza e Maputo, que
ainda enfrentam os efeitos de cheias severas.
Segundo
Meque, enquanto os 15 centros abertos em Inhambane após a passagem de um
ciclone já foram desativados, a situação em Gaza é mais complexa.
"A
província de Gaza foi a que mais sofreu em termos de cheias. Então nós não
vamos retirar as pessoas das zonas onde estão... para levá-los para uma zona
onde realmente não haja ainda condições para poderem lá estar", explicou a
dirigente.
Existe,
contudo, uma preocupação crescente com a libertação das escolas que servem de
abrigo, dado que o ano lectivo de 2026 teve o seu início oficial a 27 de
fevereiro.
Compromisso
com a transparência e combate ao desvio de apoios
Questionada
sobre denúncias de alegados desvios de bens destinados aos necessitados, Luísa
Meque assegurou que a instituição pautará pela "transparência
necessária" na distribuição dos novos fundos e produtos.
A
Presidente do INGD apelou à vigilância de todos, incluindo da comunicação
social, para fiscalizar a conduta nos centros.
A
dirigente concluiu reafirmando o compromisso de garantir que a assistência
chegue de forma célere e íntegra às famílias que continuam com as suas casas
inundadas e em situação de risco.

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