Material bélico obsoleto seria vendido a uma fundição na Beira
Três militares das Forças Armadas de Defesa de Moçambique foram detidos na província de Sofala, suspeitos de envolvimento numa tentativa de comercialização ilegal de armamento.
Os indivíduos foram surpreendidos na cidade da Beira na posse de mais de duas mil armas de fogo de diferentes calibres, todas classificadas como obsoletas. De acordo com as normas militares, este tipo de material deve ser destruído, sendo proibida a sua venda ou reaproveitamento para fins comerciais.
A operação envolvia o uso de uma viatura oficial das Forças Armadas, o que agrava a natureza da infracção.
No mesmo caso, foi igualmente detido um cidadão de nacionalidade chinesa, alegadamente ligado a uma fábrica de fundição de ferro que receberia o armamento.
Processo já deu entrada no Tribunal de Sofala
O caso encontra-se sob tramitação no Tribunal Judicial da Província de Sofala, na sua fase inicial de instrução.Segundo informações tornadas públicas, foram ainda emitidos mandados de captura contra outros dois indivíduos, cuja identidade não foi divulgada.
Investigação decorre sob reserva
As autoridades judiciais recusam-se, para já, a avançar detalhes sobre a origem das armas apreendidas, invocando razões de segurança e a necessidade de não comprometer o curso das investigações.
Um arguido em liberdade provisória
Os detidos foram encaminhados à Cadeia Central da Beira, onde foram submetidos ao primeiro interrogatório judicial.
Um dos arguidos, de nacionalidade chinesa, foi restituído à liberdade mediante caução. Os restantes permanecem sob custódia, aguardando o desenvolvimento do processo.
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