Numa acção diplomática de extrema urgência para a sobrevivência das infra-estruturas nacionais, o Presidente da República, Daniel Chapo, lançou um desafio directo ao capital chinês para salvar a Estrada Nacional Número Um (N1) e domar as águas devastadoras no sul do país.
O estadista moçambicano, em visita oficial de alto nível, destacou a gravidade da situação da N1, classificando-a como a principal estrada do país, frequentemente afectada por cortes severos devido às chuvas de Janeiro a Março, o que exige uma reabilitação estrutural profunda.
Perante representantes do sector industrial chinês, Chapo afirmou que empresas daquele país têm capacidade técnica para apoiar Moçambique na reconstrução da infra-estrutura, de forma a pôr fim ao ciclo anual de destruição causado pelas intempéries.
Barragem de Mapai no centro da estratégia hídrica
A agenda de cooperação inclui também o projecto da barragem de Mapai, na província de Gaza, considerado estratégico para o controlo das cheias no sul do país.
O Presidente defendeu que a infra-estrutura “seria muito boa para o controlo das águas”, sublinhando a necessidade de estudos técnicos que permitam identificar locais adequados para a construção de barragens, com vista à protecção das populações e infra-estruturas.
Energia como pilar da cooperação
Na área energética, o Governo pretende acelerar a expansão de fontes renováveis, inspirando-se no modelo chinês de produção de energia solar, eólica e hídrica.
Durante a visita a instalações tecnológicas, o Chefe de Estado mostrou-se impressionado com o nível de desenvolvimento e afirmou a intenção de replicar essas experiências em Moçambique, com a construção de mais centrais eléctricas, solares e eólicas.
Diplomacia económica e cultural
A deslocação oficial incluiu ainda contactos com espaços culturais na China, num sinal de que a estratégia diplomática moçambicana procura combinar cooperação económica, tecnológica e valorização cultural no contexto das relações bilaterais.
A visita reforça a aposta do Governo em parcerias estratégicas com a China para acelerar projectos estruturantes no país.
Fonte original: Televisão de Moçambique (TVM)




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