Vinte investigadores moçambicanos integram uma missão científica internacional no Oceano Índico. O grupo partiu esta segunda-feira do Porto de Maputo. A expedição reúne mais de 70 especialistas.
A iniciativa foi reportada pela Televisão de Moçambique (TVM). O navio Marion Dufresne segue rumo ao Delta do Zambeze. O objectivo é recolher amostras ambientais.
Missão foca mudanças climáticas
Os investigadores pretendem analisar o impacto das alterações climáticas. Além disso, querem compreender o comportamento das águas do Índico. A missão é vista como estratégica para Moçambique.
Um dos especialistas destacou a lacuna científica:
“Já houve vários estudos no Atlântico. No nosso oceano ainda sabemos pouco.”
Sedimentos guardam histórico climático
Entretanto, a equipa vai concentrar-se nos sedimentos transportados pelo Rio Zambeze. Esses materiais funcionam como arquivos naturais.
Um investigador francês explicou:
“É nesses sedimentos que vamos procurar os nossos arquivos climáticos.”
Após o trabalho no Zambeze, o navio segue para Cidade do Cabo. Lá, continuará a investigação.
Conhecimento para gestão costeira
Por outro lado, a TVM sublinha a importância do estudo. O país precisa conhecer melhor os seus recursos costeiros. Assim, será possível melhorar a gestão ambiental.
Além disso, os dados recolhidos poderão apoiar políticas públicas. A prevenção de desastres climáticos é uma das prioridades.
Participação feminina em destaque
A missão também evidencia o papel das mulheres na ciência. Investigadoras moçambicanas integram a equipa.
Uma das participantes afirmou:
“Estamos aqui para produzir ciência e mostrar que a voz feminina tem lugar.”
Regresso previsto ainda este mês
O Marion Dufresne deverá regressar a Maputo ainda este mês. As amostras serão analisadas em laboratório.
Assim, espera-se que os resultados contribuam para compreender melhor o clima da região. O estudo pode influenciar decisões futuras em Moçambique.
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