De acordo com a reportagem citada pela Lusa via DW, grupos de populares bloquearam parcialmente a principal via rodoviária do país e concentraram-se junto ao comando distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM), exigindo a entrega de indivíduos detidos pelas autoridades por supostas ligações ao assassinato do moto-taxista.
O porta-voz da PRM em Gaza, Júlio Nhamússua, afirmou que a polícia já mobilizou forças especializadas para controlar a situação e evitar o agravamento dos tumultos.
“Está condicionada [a circulação], mas a polícia está a trabalhar para que volte ao normal. As forças especializadas em lidar com esse tipo de situações e vamos garantir que o pior não possa acontecer, vamos sensibilizar e caso necessário vamos usar os meios próprios para dispersar essa gente”, declarou Júlio Nhamússua, citado pela agência Lusa através da DW.
Segundo o responsável policial, os manifestantes amotinaram-se ao longo da EN1 e junto ao comando distrital, pressionando as autoridades a entregarem suspeitos detidos no âmbito das investigações sobre o homicídio.
“O que estamos a fazer neste momento é evitar que o pior aconteça. Nossa força já está posicionada no local para impedir que esses tumultos não tenham consequências drásticas”, acrescentou o porta-voz da corporação, novamente citado pela Lusa via DW.
A EN1 é considerada a principal artéria rodoviária de Moçambique, ligando o sul ao norte do país, sendo frequentemente afectada por manifestações populares, acidentes e interrupções que condicionam o transporte de passageiros e mercadorias.
Até ao momento, não foram divulgados detalhes adicionais sobre as circunstâncias da morte do moto-taxista nem sobre o número exacto de detidos relacionados com o caso.
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