GOVERNO DESACTIVA ALERTA VERMELHO E MANTÉM PAÍS EM ALERTA LARANJA

 


GOVERNO DESACTIVA ALERTA VERMELHO E MANTÉM PAÍS EM ALERTA LARANJA

Conselho de Ministros prolonga medidas de prontidão para apoiar recuperação das zonas afectadas pela época chuvosa e ciclónica

MAPUTO, 09 de Junho de 2026 – O Governo de Moçambique decidiu desactivar o Alerta Vermelho de calamidade pública em todo o território nacional, passando o país a vigorar sob Alerta Laranja durante os próximos dois meses. A decisão foi anunciada esta terça-feira, no despacho saído da sessão do Conselho de Ministros, e marca a transição da fase de resposta de emergência para a etapa de recuperação e estabilização das áreas afectadas.

Segundo o comunicado do Executivo, a manutenção do Alerta Laranja pretende assegurar a continuidade das acções de assistência humanitária, reabilitação de infra-estruturas e apoio às populações que continuam a enfrentar as consequências da época chuvosa e ciclónica 2025/2026.

A decisão resulta da avaliação efectuada pelo Governo sobre a evolução da campanha chuvosa, considerada uma das mais exigentes dos últimos anos devido à influência do fenómeno climático El Niño, que alterou o comportamento normal das precipitações e contribuiu para a ocorrência de cheias, inundações e outros eventos extremos em diferentes pontos do país.

De acordo com o Secretariado do Conselho de Ministros, a manutenção deste nível de prontidão é necessária para "garantir a conclusão da assistência humanitária e a estabilização das áreas que foram severamente afectadas".

Embora o levantamento do Alerta Vermelho indique uma redução do risco imediato de emergência generalizada, as autoridades entendem que persistem vulnerabilidades em diversas comunidades, sobretudo nas zonas onde os danos em habitações, infra-estruturas públicas, vias de acesso e áreas de produção agrícola ainda condicionam o regresso pleno à normalidade.

Durante o período de vigência do Alerta Laranja, os órgãos do Estado e as instituições de gestão de calamidades deverão continuar a monitorar a situação, coordenando acções de apoio às populações afectadas e reforçando os mecanismos de prevenção face a eventuais ocorrências localizadas.

A medida enquadra-se na política nacional de gestão do risco de desastres, que prevê a adaptação gradual dos níveis de alerta em função da evolução das condições meteorológicas e do impacto registado no terreno.

Com esta decisão, o Governo considera que o país entra numa nova fase da gestão pós-calamidade, centrada na recuperação socioeconómica das comunidades afectadas e na reposição das condições de vida das populações vulneráveis.

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