MISTÉRIO NO JOSÉ MACAMO: Família Recusa Corpo de Recém-Nascido e Hospital Admite Confusão na Identificação


Pais garantem que o corpo apresentado na morgue não era o do seu bebé. Hospital diz que está a colaborar para esclarecer o caso.

Um caso envolvendo a morte de um recém-nascido está a gerar polémica e fortes questionamentos no Hospital Geral José Macamo, na cidade de Maputo, depois de uma família alegar que o corpo apresentado para reconhecimento não correspondia ao seu filho.

Segundo um comunicado emitido pela direcção da unidade sanitária, o bebé, filho de Rabaca Alfredo Nhambe, deu entrada no hospital no dia 11 de Junho de 2026, transferido do Centro de Saúde de Muhalaze, com diagnóstico de asfixia grave. À admissão, apresentava igualmente queimaduras nos membros superiores e na coxa direita, encontrando-se em estado considerado grave.

De acordo com o hospital, a mãe ficou internada na maternidade, enquanto o recém-nascido foi encaminhado para a Neonatologia, onde recebeu assistência médica especializada. Apesar dos esforços da equipa clínica, o bebé acabou por perder a vida na madrugada de 12 de Junho, pelas 05h15.

Após o óbito, a mãe foi informada e procedeu ao reconhecimento da criança. Mais tarde, o pai foi contactado para tratar dos procedimentos fúnebres e deslocou-se ao hospital acompanhado pela avó do recém-nascido.



Foi durante a ida à morgue que surgiu a controvérsia. Segundo o comunicado, os familiares levantaram dúvidas sobre a identidade do corpo apresentado, afirmando que aquele não era o seu filho.

O caso desencadeou preocupação e levantou questões sobre os procedimentos de identificação e conservação dos corpos na unidade sanitária. Embora o hospital não detalhe as circunstâncias que levaram à contestação da família, a instituição afirma estar a acompanhar o caso e a colaborar no esclarecimento de todos os factos.

No comunicado, o Hospital Geral José Macamo manifesta pesar pela morte da criança e solidariza-se com a família. A instituição reafirma ainda o compromisso com a transparência e esclarece que, após averiguações internas, concluiu que o recém-nascido em causa pertence efectivamente à família reclamante.

O caso continua a suscitar atenção pública, numa altura em que familiares aguardam esclarecimentos adicionais sobre os acontecimentos que levaram à contestação da identidade do bebé.

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