NIASSA ARRANCA AUDIÇÕES PÚBLICAS DO DIÁLOGO NACIONAL INCLUSIVO COM FOCO NO CONSENSO E NA PARTICIPAÇÃO CIDADÃ


NIASSA ARRANCA AUDIÇÕES PÚBLICAS DO DIÁLOGO NACIONAL INCLUSIVO COM FOCO NO CONSENSO E NA PARTICIPAÇÃO CIDADÃ

A província do Niassa deu início, no dia 29 de Junho, às Audições Públicas do Diálogo Nacional Inclusivo, um processo político e social que visa recolher contribuições das comunidades para a construção de consensos sobre o futuro de Moçambique, com enfoque na paz, reconciliação e desenvolvimento.

A abertura foi marcada por mensagens de diferentes representantes institucionais, que convergiram na ideia de que o país deve reforçar a cultura de escuta e participação como base da estabilidade nacional.

O representante João Paulo Jasse destacou a importância de garantir que todas as comunidades sejam ouvidas no processo, sublinhando que “Moçambique escuta-se a si próprio”, numa referência ao carácter interno e soberano do diálogo em curso. João Paulo Jasse

Por sua vez, a Governadora do Niassa, Elina Judite Massengele, reafirmou o compromisso do Conselho Executivo Provincial em assegurar um processo participativo, inclusivo e transparente, defendendo que o diálogo é um instrumento essencial para a construção de consensos duradouros.


Já o Secretário de Estado na província, Silva Fernando Livone, apelou ao respeito pela história e pelos princípios do Estado moçambicano, defendendo que o processo deve fortalecer a unidade nacional sem comprometer a identidade do país.

As Audições Públicas inserem-se no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo, uma iniciativa que pretende envolver diferentes estratos sociais — desde líderes comunitários a jovens, organizações da sociedade civil e autoridades locais — na reflexão sobre os desafios estruturais do país.

Mais do que um exercício de consulta, o processo é apresentado como uma ferramenta de consolidação da paz e de prevenção de tensões sociais, num contexto em que Moçambique continua a enfrentar desafios ligados ao desenvolvimento desigual, à inclusão social e coesão territorial.

As autoridades locais sublinham que as contribuições recolhidas no Niassa serão integradas numa plataforma nacional de auscultação, que servirá de base para futuras decisões políticas e institucionais no âmbito do diálogo em curso.

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