Quatro cidadãos detidos em Maputo por alegada burla com cheques sem provisão

Quatro cidadãos detidos em Maputo por alegada burla com cheques sem provisão

Esquema terá causado prejuízos superiores a três milhões de meticais a empresas de material de construção

Uma encomenda de material de construção transformou-se num prejuízo milionário para uma empresa na Cidade de Maputo, depois de descobrir que os pagamentos efectuados pelos supostos clientes eram feitos através de cheques sem provisão.

Segundo apurou a TV Miramar, quatro cidadãos encontram-se detidos na 18.ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), na Cidade de Maputo, indiciados de envolvimento numa burla avaliada em mais de três milhões de meticais.

O esquema, de acordo com a informação divulgada pela estação televisiva, consistia na aquisição de diverso material de construção mediante a emissão de cheques que, posteriormente, não tinham cobertura bancária.

Entre os detidos encontram-se alguns transportadores, que negam qualquer envolvimento na fraude. Os mesmos alegam que apenas foram contratados para realizar o transporte da mercadoria para um local previamente indicado, actividade que exercem há vários anos.

A representante da empresa lesada explicou à TV Miramar que a fraude foi descoberta na quarta-feira, após um contacto com a instituição bancária para confirmar os pagamentos. Perante a confirmação da inexistência de fundos, a empresa apresentou uma denúncia às autoridades policiais, facto que resultou na detenção dos suspeitos.

Durante a operação, foi possível recuperar parte do material adquirido, mas o indivíduo apontado como responsável pelas encomendas e pela emissão dos cheques continua em fuga.

Segundo a empresa lesada, o suspeito terá ainda tentado realizar novas compras fraudulentas no estabelecimento, utilizando o mesmo método.

A porta-voz da PRM na Cidade de Maputo, Marta Pereira, confirmou as detenções e assegurou que as autoridades continuam no encalço do alegado cabecilha da rede.

A corporação alerta aos comerciantes para reforçarem os mecanismos de verificação dos pagamentos antes da entrega de bens ou produtos, evitando prejuízos resultantes de transacções fraudulentas.

Fonte: TV Miramar.

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