Zambézia interpela mais de 400 imigrantes ilegais no primeiro semestre de 2026

 


Zambézia interpela mais de 400 imigrantes ilegais no primeiro semestre de 2026

SENAMI reforça fiscalização nas principais rotas migratórias durante as comemorações dos seus 51 anos e apela ao envolvimento da população no combate à imigração irregular

A província da Zambézia registou a interpelação de mais de 400 cidadãos estrangeiros em situação migratória irregular durante o primeiro semestre de 2026, no âmbito das acções de fiscalização levadas a cabo pelo Serviço Nacional de Migração (SENAMI) para reforçar o controlo das fronteiras e prevenir a imigração ilegal.

Os dados foram apresentados durante as actividades alusivas ao 51.º aniversário da criação do SENAMI, assinalado com uma campanha de sensibilização e fiscalização que decorreu no posto de controlo do distrito de Nicoadala, uma das principais vias de circulação de pessoas e mercadorias na província.

Na ocasião, equipas da Migração mantiveram encontros com automobilistas, operadores de transporte de passageiros e viajantes, sensibilizando-os sobre a necessidade de colaborarem com as autoridades na identificação e denúncia de casos de imigração irregular.

Segundo o director provincial do Serviço Nacional de Migração na Zambézia, o combate à imigração ilegal exige o envolvimento de toda a sociedade.

"A fiscalização não é uma responsabilidade exclusiva das autoridades migratórias. Precisamos do apoio dos transportadores, das comunidades e de todos os cidadãos para identificar e denunciar situações suspeitas, garantindo que a circulação de pessoas decorra dentro da legalidade", afirmou.

Malawianos e etíopes entre as nacionalidades mais registadas


De acordo com os dados avançados pelo SENAMI, dos mais de 400 cidadãos estrangeiros interpelados desde Janeiro, 73 já foram repatriados para os respectivos países de origem, após a conclusão dos procedimentos legais.

Entre as nacionalidades com maior incidência destacam-se cidadãos provenientes do Maláui e da Etiópia. No caso dos cidadãos etíopes, o repatriamento foi efectuado através do Aeroporto Internacional da Beira, na província de Sofala, em coordenação com outras instituições do Estado.

As autoridades revelaram ainda que 22 cidadãos estrangeiros encontram-se actualmente em tramitação administrativa, aguardando a conclusão dos processos que antecedem o seu repatriamento.

Transportadores apoiam reforço da fiscalização


Durante a campanha de sensibilização, os transportadores de passageiros manifestaram apoio às medidas adoptadas pelo Serviço Nacional de Migração, reconhecendo que a fiscalização contribui para reforçar a segurança e reduzir o transporte de pessoas em situação irregular.

Um motorista de transporte semicolectivo afirmou que a iniciativa também ajuda os operadores a compreenderem melhor as suas responsabilidades.

"É importante que saibamos quem estamos a transportar. Quando todos cumprem as regras, evitam-se problemas tanto para os passageiros como para os transportadores", disse.

Outro operador considerou que a colaboração entre cidadãos e autoridades é essencial para o sucesso das acções de controlo migratório.

"Muitas vezes transportamos pessoas sem conhecer a sua situação documental. Estas campanhas ajudam-nos a estar mais atentos e a cumprir a lei", referiu.

Autoridades reforçam apelo à denúncia

O Serviço Nacional de Migração defende que o combate à imigração irregular passa pela participação activa das comunidades, sobretudo nas zonas fronteiriças e nos principais corredores de circulação.

As autoridades apelam à denúncia de movimentos suspeitos e recordam que a entrada, permanência ou trânsito de cidadãos estrangeiros em território nacional deve obedecer às normas estabelecidas pela legislação migratória moçambicana.

Para o SENAMI, o reforço da fiscalização pretende não apenas assegurar o cumprimento da lei, mas também proteger a segurança nacional, promover uma migração ordenada e fortalecer a cooperação entre as instituições públicas e a sociedade na gestão dos fluxos migratórios.

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