Júlio Parruque anunciou no CIP CAST que 110 jovens são financiados anualmente pelo programa “Avante Jovem”
O Município da Matola está a investir 7,5 milhões de meticais no financiamento de iniciativas juvenis de empreendedorismo, no âmbito do programa “Avante Jovem”, com o objectivo de mitigar o desemprego na cidade.
O anúncio foi feito ontem, quarta-feira, pelo presidente do Conselho Municipal da Matola, Júlio Parruque, durante a sua participação no CIP CAST, promovido pelo Centro de Integridade Pública (CIP).
Segundo o edil, o fundo municipal apoia anualmente cerca de 110 jovens, com valores que variam entre 30 mil e 250 mil meticais por projecto.
Seleção sem critério partidário
Durante o CIP CAST, Parruque respondeu a críticas sobre alegado favoritismo político na selecção dos beneficiários, rejeitando qualquer discriminação com base partidária.
“Na ficha não há espaço para indicação de cor partidária… é um assunto de jovens entre eles, jovens para malta jovem mesmo”, afirmou o edil no CIP CAST.
O presidente do município sublinhou que o programa é técnico e orientado para viabilidade económica dos projectos apresentados.
Indústria deve contribuir mais para o desenvolvimento local
Ainda no CIP CAST, Júlio Parruque defendeu uma maior participação da indústria instalada na Matola no financiamento do desenvolvimento urbano.
O autarca revelou que está em negociações com o Governo Central para que uma percentagem das receitas provenientes da portagem da TRAC (N4) e de outras indústrias pesadas seja revertida directamente para o município.
“Queremos sentir que em tudo o que se faz na Matola há um ‘fee’ que se destina à promoção do desenvolvimento”, declarou no CIP CAST.
“Turmas ao ar livre” em cidade industrial
Durante a sua intervenção no CIP CAST, o edil criticou o facto de a Matola, que acolhe um dos maiores parques industriais do país, ainda enfrentar carências sociais significativas.
Parruque referiu a existência de “turmas ao ar livre”, apontando a necessidade de maior investimento em infra-estruturas sociais, especialmente no sector da educação.
O presidente defende que a redistribuição de parte das receitas geradas na cidade poderá contribuir para reduzir desigualdades e estimular o emprego jovem.
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