Por que o Canadá expande sua presença na exposição do consumidor da China | Holofote da Sunny


A CORRIDA AO ORIENTE: CANADÁ ASSALTA MERCADO CHINÊS COM DELEGAÇÃO RECORDE EM HAINAN

Enquanto Moçambique consolida a sua parceria estratégica com o gigante asiático, as potências ocidentais não ficam para trás na corrida pelo acesso ao novo consumidor chinês. Na sexta edição da Exposição Internacional de Produtos de Consumo da China, o Canadá, na qualidade de país convidado de honra, lançou uma ofensiva comercial sem precedentes, mobilizando a sua maior delegação de sempre, composta por cerca de quarenta empresas decididas a conquistar um lugar ao sol na segunda maior economia do mundo. Esta acção canadiana é vista por analistas como um sinal inequívoco de que o mercado chinês deixou de ser apenas uma questão de preço para se tornar o epicentro da qualidade global.

"Para os 38 anos que estou na China, houve uma mudança enorme. E talvez a maneira mais fácil de resumir isso seja dizer que passou de uma consciência do preço para uma maior consciência da qualidade. O padrão de vida subiu tanto na China que as pessoas estão agora muito mais preocupadas com a qualidade. E creio que é aí que o Canadá tem muita oportunidade porque temos produtos de grande qualidade", afirmou Mark, um académico e apresentador canadiano residente na China há décadas, sublinhando a metamorfose do consumo no país.

O palco deste embate económico é a ilha de Hainan, que se afirma actualmente como uma janela privilegiada e um novo portal de entrada para o mercado chinês, graças às suas políticas preferenciais e ao regime tarifário diferenciado. Para as empresas que se estreiam nestas lides, o grande objectivo é a visibilidade e a criação de contactos, reconhecendo que, embora seja difícil penetrar no tecido comercial chinês, uma vez estabelecida uma base, o potencial de crescimento é astronómico devido à vastidão da massa consumidora.



"A escala é impressionante, mas a história vai além da exibição. O Canadá como país de honra não é cerimonial. É um sinal, um sinal de que o Canadá está aberto para negócios, que levamos este mercado a sério, que não estamos aqui apenas para um evento, mas para o longo prazo", enfatizou um dos representantes canadianos, destacando o carácter estratégico da sua presença em solo chinês.

Os resultados desta acção diplomático-comercial já se fazem sentir de forma palpável. Empresas que regressam ao certame reportam a transição da fase de mera exploração para a concretização de parcerias sólidas, incluindo a assinatura de memorandos de entendimento para o lançamento de novos produtos. A rapidez com que o processo regulatório e de desenvolvimento tem avançado em apenas um ano é descrita pelos participantes como uma conquista notável, provando que a oportunidade chinesa é imensa para quem sabe navegar nas suas águas.



"A oportunidade chinesa para nós é imensa. Hoje assinámos um memorando de entendimento para lançar um dos nossos produtos. Na primeira vez que aqui estivemos foi apenas para explorar, agora estamos a passar pelo processo regulatório, de modo que esse é o desenvolvimento. Dentro de um ano, creio que é uma grande conquista", revelou um expositor, visivelmente satisfeito com os resultados tangíveis obtidos durante o evento.

Este movimento de expansão do Canadá insere-se numa tendência global de confiança renovada na economia chinesa. Este ano, os expositores internacionais representam 65% da feira, com mais de 3.400 marcas oriundas de mais de 60 países e regiões, um salto de vinte pontos percentuais em relação ao ano anterior. Estes números confirmam que, tal como as recentes acções do Governo de Moçambique em Pequim demonstraram, o mundo converge para a China em busca de parcerias que garantam o desenvolvimento económico sustentável a longo prazo.

Fonte original: New China TV / Sunny’s Spotlight

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